ONU lança relatório sobre situação mundial dos jovens no mercado trabalho

ONU Brasil

Pela primeira vez, jovens de todo mundo contribuem, por meio de mídias sociais, na elaboração do Relatório Mundial da Juventude, nesta edição intitulado “Emprego de Jovens: Perspectivas da Juventude na Busca de Trabalho Decente em Tempos de Mudança“.

Jovens de todo o mundo estão preocupados com a falta de oportunidades de trabalho e pedem aumento do investimento nesta área, afirma o documento divulgado hoje (06/02) pelo Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas (DESA).

Na sequência da crise econômica, a taxa de desemprego global de juventude atingiu seu recorde histórico em 2009, quando cerca de 75,8 milhões de jovens ficaram desempregados. Nas desacelerações econômicas, jovens são muitas vezes os últimos contratados e os primeiros demitidos. Em 2010, a taxa de desemprego global de jovens era 12,6%, muito maior do que a taxa de desemprego mundial adulto de 4,8%.

Hoje, cerca de 152 milhões de trabalhadores jovens são de famílias que estão abaixo da linha da pobreza (vivem com menos de 1,25 dólar por dia), compreendendo 24% dos trabalhadores pobres do mundo.

A diferença de gênero afeta rapazes e moças: em 2010, a taxa de desemprego total dos jovens foi de 25,5% no Oriente Médio e 23,8% no Norte da África. O desemprego entre as moças nessas regiões foi particularmente alto, chegando a 39,4% no Oriente Médio e a 34,1% no Norte de África.

Em 2010, a taxa de desemprego global para jovens do sexo feminino foi de 12,9%, comparada com 12,5% para os homens jovens. Nas economias desenvolvidas, na União Europeia e no leste da Ásia, o homem jovem tem experimentado taxas de desemprego ligeiramente mais elevadas do que as mulheres jovens.

Para elaborar o relatório, a ONU contatou jovens e representantes de organizações de jovens que foram convidados a compartilhar, por meio de plataformas digitais e mídias sociais, suas opiniões, experiências e recomendações sobre a preparação para ingressar, como ter o acesso e como permanecer no mercado de trabalho. Foram recebidas aproximadamente 1,1 mil contribuições (incluindo fotos e vídeos) durante quatro semanas.

O relatório revela também que os jovens estão preocupados com a qualidade e a relevância de sua educação, como diz Amadou, um rapaz senegalês de 24 anos: “Hoje, deveria ser mais fácil encontrar um emprego porque nossa geração é mais educada, mas há uma inadequação entre a formação oferecida e as necessidades do mercado de trabalho.”

Outros assuntos de interesse incluem a vulnerabilidade do trabalho, a migração laboral, o atraso no casamento, bem como idade, sexo e discriminação racial.

Mas as oportunidades oferecidas pelos empregos verdes, novas tecnologias e empreendedorismo contribuem para proporcionar esperança para os jovens, que também salientam a necessidade de ser pró-ativo e manter uma visão positiva para encontrar empregos decentes, como diz o espanhol Leo, de 28 anos: “Precisamos inovar, arriscar, criar.”

Clique aqui para acessar o documento em inglês. Este é o primeiro ano em que também é possível interagir e partilhar ideias pelo site do relatório.

Saiba mais acessando aqui

(ONU Brasil)

Plano Nacional da Aprendizagem instituiu meta de 1,2 milhão de jovens no mercado

O Plano Nacional da Aprendizagem Profissional, que será incluído na Agenda Nacional de Trabalho Decente, foi apresentado na semana passada durante reunião do Comitê Permanente de Aprendizagem Profissional.

O Plano Nacional de Trabalho Decente, fruto da Agenda Nacional, está sendo elaborado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e estabelece duas metas com relação à aprendizagem: a contratação de 800 mil aprendizes até 2010 e 1,2 milhão de aprendizes até 2015; ambas as metas seguem a premissa de ‘gerar mais e melhores empregos, com igualdade de oportunidades e de tratamento’.

Segundo a assessora da Secretaria Executiva do MTE, Ana Lúcia Alencastro, o MTE vem promovendo a mobilização das maiores empresas em nível nacional e trabalhando em parceria com as diversas esferas de governo e sociedade civil organizada, por meio dos fóruns estaduais.

“O MTE atua com fiscalização, mas também promovendo políticas públicas de conscientização e sensibilização das empresas para aderirem à aprendizagem, que reúne a formação profissional e inserção com carteira assinada dos jovens no mercado de trabalho. Já realizamos 4 fóruns estaduais, e serão realizados outros, os próximos serão em Minas Gerais e no Distrito Federal”, disse Ana Lúcia Alencastro.

Outro trabalho desenvolvido pelo MTE é promover o estímulo à adesão de pequenas empresas por setor econômico, por meio do Projeto Escola de Fábrica, nas áreas de panificação e postos de gasolina, por exemplo. O MTE vai realizar também um estudo para buscar soluções para promover cursos dentro da aprendizagem para outras ocupações.

O Ministério vem também desenvolvendo a matriz de aprendizagem com arcos ocupacionais via convênio para o setor bancário. A proposta de arcos ocupacionais para aprendizagem no setor bancário prevê aulas de Comunicação e Língua Portuguesa; Drogas e Sexualidade; Saúde do Trabalhador e Meio Ambiente; Matemática; Informática e Esporte e Cultura.

São previstas também matérias como Serviços Bancários e Administrativos; Sistema Financeiro Nacional; Atendimento ao Cliente e Contabilidade Bancária. Entre setembro e novembro haverá capacitação de entidades formadoras para habilitá-las a trabalhar com esta metodologia. Estão previstos cursos nas cidades de Recife, Rio de Janeiro, São Paulo, Belém, Porto Alegre, Belo Horizonte, Brasília, Manaus e Salvador.

Fonte: MTE

Ações do documento

Trabalho Decente e Juventude no Brasil

Estudo inédito da OIT mostra dificuldades dos jovens entre 15 e 24 anos no mercado de trabalho

BRASÍLIA (Notícias da OIT) – Uma parte significativa da juventude brasileira apresenta grandes dificuldades de conseguir uma inserção de boa qualidade no mercado de trabalho. Frequentemente esta inserção é marcada pela precariedade, o que torna difícil a construção de trajetórias de trabalho decente. Elevadas taxas de desemprego e de informalidade e os baixos níveis de rendimento e de proteção social evidenciam essa dificuldade. Em termos relativos, os jovens brasileiros apresentam taxas de desocupação e informalidade superiores à média e níveis de rendimentos inferiores.

Estas são algumas das principais conclusões do relatório “Trabalho Decente e Juventude no Brasil” que está sendo divulgado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e elaborado no contexto do Projeto de Promoção do Emprego de Jovens na América Latina (PREJAL/OIT). De acordo com o relatório, 67,5% dos jovens entre 15 e 24 anos estavam desempregados ou na informalidade em 2006.

Os dados – que têm como base a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) de 1992-2006 – apontam que o déficit era maior entre as mulheres jovens (70,1%) do que entre os homens jovens (65,6%). O índice também era mais acentuado entre jovens negros (74,7%) do que para jovens brancos (59,6%).

As jovens mulheres negras, portanto, viviam o que a OIT considera “situação de dupla discriminação” – de gênero e de raça. O desemprego e a informalidade alcançavam 77,9% das pessoas que pertenciam ao grupo.

Para a diretora do Escritório da OIT no Brasil, Laís Abramo, os números podem se agravar ainda mais diante da crise financeira e econômica. Ela lembrou que o Brasil vive, atualmente, um processo de geração de empregos formais, mas em ritmo muito inferior ao que vinha sendo registrado nos últimos anos.

Segundo ela, os avanços na agenda de emprego para a juventude foram importantes, mas as desigualdades regionais, de gênero e de raça permanecem. Laís acredita que o desafio consiste não apenas em elevar os graus de escolaridade no país ,mas em melhorar a qualidade da educação.

A pesquisa indica que 7% dos jovens brancos tinham baixa escolaridade e que o número mais do que dobrava (16%) quando o recorte era para jovens negros. Em relação à jornada de trabalho praticada pelos 22 milhões de jovens economicamente ativos, 30% trabalhavam mais de 20 horas semanais, o que, em muitos casos, prejudicava o desempenho escolar.
“Há uma espécie de círculo vicioso: o jovem não entra no mercado porque não tem experiência, mas para ter experiência ele precisa estar dentro do mercado. Medidas de aprendizagem, por exemplo, são importantes para romper essa barreira de entrada”, avaliou Laís Abramo.

Para marcar a divulgação do relatório, a OIT, em conjunto com a Secretaria Nacional de Juventude da Secretaria-Geral da Presidência da República e o Ministério do Trabalho e Emprego, está realizando a Oficina Técnica sobre Trabalho Decente para a Juventude, nos dias 01 e 02 de julho. O objetivo da Oficina é iniciar uma reflexão sobre a Agenda de Trabalho Decente para a Juventude. O coordenador do Projeto Regional de Promoção de Emprego de Jovens na América Latina (PREJAL), Javier Marquez, fez um apresentação sobre o tema. No Brasil, cerca de 1.000 jovens já foram beneficiados por programas desenvolvidos por diversas empresas que atuam no País.

A edição do Decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de 4 de junho de 2009, que dispõe sobre a criação de um Comitê Executivo Interministerial para a construção do Plano Nacional de Trabalho Decente do Brasil e que institui um subcomitê para a elaboração da Agenda Nacional de Trabalho Decente para a Juventude.

A elaboração do documento foi discutida, ao longo dos últimos meses, em uma série de jornadas técnicas realizadas com representantes do governo, de organizações de empregadores e de trabalhadores e membros do Conselho Nacional de Juventude (CONJUVE).

Link para o Estudo:

http://www.oit.org.br/topic/decent_work/doc/news_9.pdf

Link para o Apresentação do Estudo

http://www.oit.org.br/topic/decent_work/doc/oficina_prejal_antdj_30_jun_09_9.pdf

Mulher tem mais emprego, metade informal

Na América Latina, mulheres trabalhando passam de 32% para 53%; entretanto, elas enfrentam piores condições e têm menos benefícios.

Nunca tantas mulheres participaram do mercado de trabalho na América Latina, mas elas têm de aceitar condições piores que os homens no emprego, diz relatório do PNUD em parceria com a OIT (Organização Internacional do Trabalho).

Na região, mais de 100 milhões de mulheres (53% do total) trabalha. Um crescimento notável, considerando-se que em 1990 eram apenas de 32%. Apesar disso, 50,7% delas está no mercado informal, enquanto, entre os homens, 78% têm emprego e 40,5% destes postos são informais. O documento na íntegra está disponível no site da OIT.

De acordo com as agências, a necessidade de cuidar da família e das tarefas domésticas faz as mulheres aceitarem mais empregos de menor qualidade, mas que permitem horários flexíveis, por exemplo. As mulheres dedicam entre 1,5 e 4 vezes mais tempo ao lar do que os homens, revela a pesquisa. Ainda assim, em 2007, quando foram obtidos os dados, já eram 30% os lares do continente em que a mulher era a maior ou a única responsável pela renda da casa. A proporção é a mesma no Brasil.

“A ausência de horários e lugares de trabalho fixos permite às mulheres assumir, em paralelo a um trabalho remunerado, a totalidade das responsabilidades familiares e as tarefas domésticas”, afirma o relatório. “As responsabilidades que levam as mulheres a se inserir na economia informal as levam também a um beco sem saída de empregos de má qualidade carentes de proteção social.”

Sete a cada dez mulheres entre 20 e 40 anos estão inseridas do mercado de trabalho, um recorde segundo o estudo. Apesar disso, apenas 15% das mulheres na região e 25% dos homens de 15 a 65 anos estão cobertos pela seguridade social. No Brasil, menos da metade das mulheres da população economicamente ativa está coberta por serviços de seguridade social. No mercado informal, outros benefícios como atenção à saúde, licenças médicas e licença maternidade também deixam de ser oferecidos.

O relatório conclui que faltam creches públicas, centros de cuidado para idosos e hospitais, o que prejudica a atuação das mulheres. “Ante a ausência de uma oferta pública suficiente ou o apoio de parentes, as famílias, e especialmente as mulheres, ‘ajustam’ sua inserção no trabalho”, diz o texto.
Leis, como as do Brasil, que defendem que mães trabalhadoras têm direito a usar creches e a amamentar não alcançam a maior parte da população e muitas vezes são descumpridas, acrescenta. As agências recomendam a regulamentação de vagas informais e que os governos tornem mais barato para pequenos empresários o cumprimento das garantias trabalhistas.

Fonte: PrimaPagina

O futuro do trabalho

No Novo Dicionário Aurélio profissão é sinônimo de carreira. Para o pedagogo Antonio Carlos Gomes da Costa, logo não será mais assim. “Uma carreira será feita de várias profissões”, prevê o especialista. Em entrevista à Ideal Comunitário, o professor defende uma educação que dê conta desse desafio e vê na aliança entre governo, empresas e terceiro setor a grande chance de o Brasil entrar de cabeça erguida no século XXI.

 

 

Com mais de 40 livros publicados, Antonio Carlos Gomes da Costa foi um dos autores do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e é referência nacional e internacional em educação e juventude.

Defensor do chamado “protagonismo juvenil”, que propõe, entre outras coisas, a participação ativa do adolescente na solução de problemas na escola, na comunidade e na sociedade, o pedagogo

mineiro aceitou, com prazer, o nosso desafi o. A convite da Ideal Comunitário, jovens da revista Viração e do Programa de Educação e Defesa Ambiental Ângela de Cara Limpa, da Sociedade Santos Mártires, enviaram suas dúvidas para o especialista.

Ao todo, foram quase duas dezenas de perguntas. E Antonio Carlos fez questão de responder todas elas, mesmo sabendo que não teríamos espaço suficiente para publicá-las. Discutiu-se a construção do Estatuto da Juventude, o papel da educação e alternativas para reverter o desinteresse dos jovens pelo conhecimento.

 

 

Entrevista

 

 

Um novo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apontou que a taxa de desemprego entre jovens de 15 a 24 anos é 3,5 vezes maior do que a dos adultos. Segundo a pesquisa, os jovens que enfrentam mais dificuldade para arranjar trabalho são os de baixa escolaridade, as mulheres e os moradores da periferia. O que fazer para reverter esse quadro?

 

Passamos por uma nova etapa do processo civilizatório da humanidade. Estamos saindo da Era do Capital, da Era Industrial, para a Era do Conhecimento. O trabalho está sendo cada vez mais condicionado pelas tecnologias da comunicação e da informação. Por outro lado, temos uma geração de jovens que deve fazer a travessia do mundo da educação para o mundo do trabalho. E, além disso, também terão de fazer a travessia do mundo industrial para o pós-industrial. A educação brasileira não deu conta dessa tarefa.

Uma política de juventude deve basear-se num tripé: educação de qualidade, educação profissional focada no mercado de trabalho e aproveitamento construtivo do tempo livre dos jovens com atividades de cultura, esporte e lazer.

É natural que nas periferias urbanas e nas zonas rurais pauperizadas essas oportunidades sejam escassas e de má qualidade, e muitas vezes sequer são oferecidas. Considero que a grande ação a ser realizada é formular uma política de juventude que seja fortemente direcionada para os segmentos mais vulneráveis dessa faixa etária. Trata-se de uma ação que deve ser redistributiva, mas também autopromotora, pois do contrário estaremos formando recorrentes crônicos das ações assistenciais do Estado.

 

Investir na profissionalização dos  jovens ajudaria a reverter esse quadro?

 

O cientista pernambucano José Leite Lopes foi aluno do cientista Albert Einstein na universidade americana de Princeton e um dos maiores físicos do Brasil. Em um de seus livros, Ciência e Libertação (Ed. Paz e Terra), ele relacionou a soberania e a independência de um país à ciência e à tecnologia. Foi o que a Coréia e o Japão fizeram e se tornaram grandes potências mundiais. Ele traçava um caminho desse tipo para o Brasil. Nos próximos anos, muitas profissões vão acabar, como aconteceu com a de datilógrafo ou de linotipista, e outras profissões que não existem hoje vão aparecer.

Vivemos, portanto, um momento interessante na educação profissional. O ensino técnico, que preparava a pessoa para ocupar um posto de trabalho (torneiro-mecânico, eletricista etc), agora prepara para o mundo do trabalho, para que a pessoa possa mudar de profissão ao longo da vida. Talvez as profissões dos jovens que estão ingressando hoje no mercado de trabalho acabem antes que a carreira deles. O que vai acontecer? Eles terão de mudar de profissão duas, três, quatro, cinco vezes. Uma carreira será feita de várias profissões. Infelizmente, a educação brasileira não está conseguindo acompanhar esse desafio.

 

O que, então, deveria ser feito?

 

As empresas não podem resolver sozinhas nenhum dos problemas brasileiros. Mas podem contribuir para a sua resolução fazendo o que no mundo empresarial é chamado de P e D, Pesquisa e Desenvolvimento de novos produtos. A função do Instituto Camargo Corrêa (ICC) na área de educação, por exemplo, é desenvolver soluções que não sejam alternativas às políticas públicas, mas sim alterativas, como um software replicável, que altere o funcionamento das políticas públicas. O desafio é desenvolver pesquisa e novas soluções para os problemas do país. Para isso, as ONGs precisam de ações intersetoriais, que abranjam o primeiro setor (o poder público), o segundo setor (o mundo empresarial) e o terceiro setor (organizações da sociedade civil, institutos e fundações empresariais). A aliança na base da ética da co-responsabilidade entre esses três setores é a esperança do Brasil para o século XXI. Se tivermos essa sinergia, vamos caminhar com botas de gato, andando sete léguas em cada passo. Se não fizermos isso, entraremos de cabeça baixa no século XXI. O Francisco Azevedo, diretor executivo do Instituto Camargo Corrêa, é um dos líderes dessa nova mentalidade no país. Nesse sentido, o ICC é um pioneiro. Faz parte das organizações que querem operar na lógica da co-responsabilidade.

 

“Trata-se da maior geração de jovens da nossa história. Portanto, hoje o grande desafioo é ajudar essa geração na travessia do mundo da educação para o mundo do trabalho”

 

O tema Jovens Negros e Negras foi colocado como prioridade  na  Conferência  Nacional de Juventude. Segundo o estudo do Ipea, o jovem negro é o que enfrenta mais dificuldade para arranjar trabalho. O que pode ser feito para acabar com essa desigualdade?

 

Nos anos 60, o presidente americano Lyndon Johnson criou uma série de ações afirmativas voltadas para a população negra. Os resultados, a meu ver, não foram exatamente os esperados em termos de impacto na promoção econômica, na ascensão social e na libertação cultural. As ações afirmativas devem ser nuvens passageiras. Não são, portanto, a verdadeira solução, mas sim o reconhecimento do nosso fracasso em fazer o que deveria ser feito. Em minha opinião, o grande caminho deve ter como centro a educação de qualidade para todos seguida de educação profissional, de oportunidades culturais e outras maneiras construtivas de utilização do tempo livre. Penso que o assistencialismo é uma solução emergencial e que só deve ser usado em curtíssimo prazo, quando não houver outra alternativa.

 

A solução para a inclusão desses jovens é, portanto, melhorar a educação?

 

É preciso melhorar a Educação Infantil, o Ensino Fundamental e o Ensino Médio para todo mundo chegar à universidade em condição de disputar de igual para igual. Os jovens negros precisam de ações afirmativas não porque são negros, mas porque a Educação Infantil, o Ensino Fundamental e o Ensino Médio não os prepararam adequadamente para o Ensino Superior. O que um ser humano se torna ao longo da vida depende das oportunidades que teve e das escolhas que fez. Temos de preparar as novas gerações para aproveitar as oportunidades e para fazer as escolhas certas. Não adianta ter as oportunidades e fazer escolhas erradas ou fazer escolhas certas e não ter oportunidade. Temos de dar para os nossos jovens a oportunidade de ter oportunidade e de fazer a escolha certa.

 

Um dos pontos discutidos na Conferência Nacional  de  Juventude  foi  o  jovem  e  o  trabalho.  Entre as prioridades apontadas nesta área estão crédito para a juventude e construção de um marco legal que viabilize o cooperativismo, a  economia  solidária  e  o empreendedorismo. Como o senhor avalia as propostas?

 

Estamos vivendo uma mudança profunda no processo civilizatório da humanidade e, portanto, no mundo do trabalho. A globalização dos mercados e o advento das novas tecnologias levarão a um processo que a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) vem chamando de desmaterialização do trabalho. Diante disso, o ideal de pleno emprego tornou-se algo praticamente inalcançável na nova economia. O caminho, então, deverá ser criar alternativas de trabalho sem a criação de emprego. Nesse caso as opções discutidas na Conferência são o caminho que educadores, sociólogos e economistas têm vislumbrado para garantir trabalho e geração de renda para a juventude no mundo do trabalho, no qual o emprego tende a se tornar cada vez mais escasso. As reivindicações dos jovens (oportunidades de protagonismo, empreeendedorismo, educação profissional e utilização construtiva do tempo livre, entre outras) são justas e concretas. Hoje, no Brasil temos de fazer isso para entrar de cabeça erguida no século XXI.

 

Como preparar os jovens para esse novo mundo do trabalho?

 

Com a queda da taxa de natalidade da mulher brasileira, nunca mais o Brasil terá um percentual de jovens na sua população como temos hoje. Trata-se da maior geração de jovens da nossa história. Portanto, hoje o grande desafio é ajudar essa geração na travessia do mundo da educação para o mundo do trabalho. O artigo 2 da Lei de Diretrizes e Bases (LDB) fala que a educação é direito de todos e dever da família e do Estado e terá como base os princípios de liberdade e os ideais de solidariedade humana. E quais são os fins da educação brasileira? O artigo 2º da LDB responde: a formação plena do educando, a sua preparação para o exercício da cidadania e a sua qualificação para o trabalho. Ou seja, queremos formar um jovem que seja autônomo como pessoa, solidário como cidadão e competente como profissional. Esse é o marco direcional da nossa política de juventude. E como você trabalha para formar pessoas, cidadãos e profissionais? Precisamos construir um banquinho de três pernas. A primeira perna é Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio de qualidade. A segunda é a educação profissional, que deve preparar o jovem para ingressar no mundo do trabalho, para ter uma ocupação, serviço ou profissão que lhe permita obter emprego e renda. Por último, precisamos formá-lo para ser um cidadão solidário. Esse é o desafio da juventude.

 

De acordo com dados do Censo 2005-2006 do Grupo de Institutos Fundações e Empresas (GIFE), a faixa etária que mais recebe investimento social privado dos associados do grupo é a dos 15 aos 24 anos. O que falta para conseguirmos eficiência e eficácia nos projetos voltados para esse público?

 

No Brasil, não temos tradição de fazer políticas em conjunto para a juventude. Nossas ações, até aqui, têm sido fragmentárias e pontuais. Isso diminui a relevância e o impacto em face da magnitude da problemática a ser enfrentada. Hoje, o Brasil possui mais adolescentes e jovens do que crianças. A composição etária da nossa população mudou muito nos últimos dez anos. Portanto, o que eu recomendo são ações intersetoriais desenvolvidas dentro de uma ética de co-responsabilidade, abrangendo o poder público, o mundo empresarial e o terceiro setor. O investimento social privado, representado pelos integrantes do GIFE, é insuficiente para fazer frente a um desafio dessas dimensões.

Entrevista publicada na Revista Ideal Comunitário, do Instituto Camargo Corrêa, n.º 03 de julho de 2008.

As demais edições da revista estão disponíveis no site http://www.institutocamargocorrea.org.br/ideal.aspx

Inserção no mercado deve focar em ensino médio

As ações de investidores sociais privados com foco na inserção dos jovens no mercado de trabalho devem ter como meta a formação no ensino médio. A opinião de especialistas ouvidos pelo redeGIFE segue uma lógica simples: independentemente de cursos de capacitação, não formá-los na escola significa, na prática, minar sua futura colocação profissional.

Se de um lado o mercado exige cada vez mais qualificação, a juventude parece seguir um caminho contrário. Embora seja corrente que quanto maior a escolaridade, maior a remuneração, existe um grosso de jovens que enfrenta um teto de vidro em sua formação.

“Ou você tem 11 anos de estudo ou não entra no mercado de trabalho”, acredita a superintendente do Instituto Unibanco, Wanda Engel. Ela cita, por exemplo, o caso da Índia e sua discrepância com Brasil: o estágio de desenvolvimento do país e o percentual da População Economicamente Ativa (PEA) com escolaridade média no Brasil é de 16,4%; na Índia, em que o índice de analfabetismo é de 40%, esse percentual vai a 28,2.

Dados

Segundo o Censo Escolar de 2006, do Ministério da Educação (MEC), do total da população entre 15 e 17 anos (cerca de 10 milhões), 3,6 milhões matricularam-se no ensino médio – 1 milhão sequer havia concluído do ensino fundamental. Com a evasão, apenas 1,8 milhão se formou. Quando analisado o comportamento dos jovens de 18 a 24 anos, os dados são ainda mais desastrosos: 68% não freqüentam a escola. Destes, 34% sequer trabalham.

Outro dado, este do Instituto e Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mostra que a chance de ser pobre para esse 1,8 milhão de graduandos é de 9%, Enquanto isso, para seus colegas que ficaram para trás, o percentual cresce a 40%. Com ensino superior completo, essas chances caem para 1%.

Para o secretário-geral do GIFE, Fernando Rossetti, a questão-chave para o sucesso de um programa social voltado à juventude e seu futuro profissional está mesmo no acompanhamento escolar. “O desafio é claro. É preciso com que esse jovem se forme no ensino médio, caso contrário ele estará fadado a subemprego e sub-renda”, afirma.

Um termômetro sobre o que as empresas esperam da faixa-etária vem do portal Busca Jovem. Criado no ano passado por um grupo de associados do GIFE (veja matéria), ele apoia a colocação de jovens no mercado, aproximando empregadores e organizações formadoras que trabalham com esse público, em busca do melhor aproveitamento das oportunidades de inserção.

“De setembro a dezembro de 2008, o Portal publicou cerca de 1600 vagas de emprego. A informação mais relevante é que 99% das vagas postadas por empresas e consultorias de Recursos Humanos são voltadas para jovens com Ensino Médio completo e 18 de anos ou mais”, escrevem seus responsáveis, em artigo especial para o redeGIFE (leia texto).

Investimento social

O assunto é importante para investidores sociais, pois os institutos, fundações e empresas de origem privada não apenas priorizam a juventude em suas ações, como o foco de atuação é a inserção do segmento no mercado de trabalho. As conclusões são Censo GIFE 2007-2008, produto da parceira com o IBOPE Inteligência/ Instituto Paulo Montenegro e do Instituto ibi, que mapeia o trabalho de seus associados do Grupo.

O levantamento mostra que 77% da Rede atuam em programas para jovens (em pelo menos uma das três faixas etárias – de 15 a 17 anos, de 18 a 24 anos e de 25 a 29 anos). Destes, cerca de 80% trabalham com temas relativos à educação e formação para o trabalho.

Caso seja considerada a faixa mais ampla que tem sido definida como juventude (de 15 a 29 anos), 81% dos associados a têm como público-alvo.”O tema juventude entrou na agenda política brasileira na última década, com ações de movimentos sociais e do governo. O setor privado acompanhou essa tendência, que na verdade é mundial”, afirma Helena Abramo, lembrando que o ano 1985 já havia sido instituído como o Ano Internacional da Juventude, pela Organizações das Nações Unidas (ONU).

No total, são quase 600 projetos ou programas voltados especificamente para jovens, somando aqueles executados diretamente pelos associados – ou aqueles executados por terceiros e financiados por eles. O número total de jovens envolvidos nas iniciativas passa de 9 milhões (9.111.731).

Para saber, o setor privado brasileiro investe cerca de R$ 5.3 bilhões por ano no campo social, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O GIFE representa 20% desse montante, com R$1,15 bilhão (base 2007), enquanto o resto do investimento está diluído em mais de 500 mil empresas.

Evasão

No final do ano passado, o instituto Unibanco realizou o seminário “Crise de Audiência no Ensino Médio”, com a participação de 42 especialistas e 356 participantes, na qual ficou explícito que a crise de audiência é apenas a ponta do iceberg ou mesmo uma forma ampla de denominar uma série de problemas envolvidos nessa etapa escolar.

Muitos palestrantes, como o economista Cláudio Moura Castro e o pesquisador Simon Schwartzman, reforçaram que o ensino médio acaba sendo o elo mais fraco do sistema educacional. Disseram tratar-se de uma crise de oportunidades, de resultados educacionais positivos, de qualidade e promoção da aprendizagem, de interesse dos alunos pelo ensino médio, de acesso e de recursos.

No final do evento, foi proposto a formação de um Grupo de Trabalho de Gestão de Conhecimento, formado pelos especialistas, pesquisadores e profissionais envolvidos com as mesmas questões que o Instituto Unibanco. “Seremos fomentadores dessa iniciativa que foi abertamente aceita pelos participantes. Este foi o pontapé inicial de um esforço maior que apenas começou”, afirma Wanda Engel (Veja apresentações)

Publicado em www.gife.org.br

Site aponta tendências do mercado de trabalho para jovens

As dificuldades enfrentadas pelos jovens para conquistar o primeiro emprego são um desafio para os programas de formação e inserção profissional. As complexidades envolvidas parecem estar sempre um passo adiante da solução.

Nesse contexto, o Portal Busca Jovem, iniciativa do Grupo de Afinidade em Juventude do GIFE, foi criado para apoiar a colocação de jovens no mercado, aproximando empregadores e organizações formadoras que trabalham com esse público, em busca do melhor aproveitamento das oportunidades de inserção.

Além da inserção, os resultados dessa aproximação produziram um conjunto de dados objetivos, com indicações sobre o perfil de vagas atualmente oferecidas aos jovens e os requisitos necessários para ocupá-las, entre outros aspectos.

Leitura do mercado

De setembro a dezembro de 2008, o Portal publicou cerca de 1600 vagas de emprego. A informação mais relevante é que 99% das vagas postadas por empresas e consultorias de Recursos Humanos são voltadas para jovens com Ensino Médio completo e 18 de anos ou mais. As contratações abaixo desta idade relacionavam-se quase que exclusivamente ao cumprimento da cota de aprendizes.

Cerca de 98% das vagas anunciadas estão concentradas nas áreas de serviços, telemarketing e atendimento comercial. Muitas oportunidades são sazonais, explicando assim a oferta de vagas temporárias, que representam também a primeira porta de entrada para muitos jovens no mundo do trabalho.

A leitura do comportamento e expectativas do mercado, especialmente das áreas com maior potencial de emprego, podem oferecer elementos importantes à formulação de currículos e ao direcionamento de recursos para a formação de jovens. Um dos aspectos que merecem ser destacados desse conjunto de dados é que ter completado o Ensino Médio e atingido a maioridade já não são mais diferenciais do jovem trabalhador, mas ponto de partida para a procura de um posto de trabalho.

Os investidores sociais privados e organizações sociais podem se valer dessas pistas para novas estratégias de inserção, que levem em conta recortes dentro das faixas etárias de 15 a 18 anos, 18 a 24 anos e 24 a 29 anos, ou ainda, modalidades de formação na condição de aprendizes, em alinhamento com políticas públicas. Tal focalização pode ser usada como vantagem em tempos de maior escassez de recursos privados.

Prêmio da educação

Alguns estudos recentes vêm confirmar que a educação básica deve ser valorizada como a principal garantia de entrada em uma trajetória profissional qualificada.

A pesquisa “Você no Mercado de Trabalho”, lançada em 2008 pela Fundação Getúlio Vargas, com apoio do Instituto Votorantim, mostra que cada ano de estudo que o brasileiro acumula em seu currículo gera um salto médio em seu salário de 15,07%. Movimento semelhante é observado nas chances de ocupação que, seguindo a mesma lógica, aumentam em média 3,38%. O prêmio salarial por anos de estudo (valor em reais acrescido ao salário em decorrência do nível de escolaridade) é sempre crescente e praticamente dobra a cada conclusão de nível educacional.

A pesquisa mostra que, de 1992 a 2006, houve uma diminuição da atividade no mercado de trabalho do grupo de 15 a 21 anos e um aumento no grupo de 22 a 29 anos. Para o professor Marcelo Neri, coordenador da pesquisa, essas mudanças podem ser consideradas avanços: “O lugar do jovem de 15 a 21 anos é a escola”, afirma ele. Os dados apontam também que, quanto mais precoce for a inserção do jovem, maior é o risco do sub-emprego, o que dificultará depois a sua ascensão profissional.

A pesquisa “Jovens e Trabalho no Brasil”, lançada em 2008 e desenvolvida em parceria pela Ação Educativa e o Instituto ibi com apoio técnico do Dieese, afirma que “a população mais nova, com idade entre 14 e 17 anos, é a que se mostra mais sujeita às situações precárias de trabalho, visto que é nesta faixa etária que se verifica a maior incidência daqueles que se declaram como trabalhadores (empregados ou trabalhadores domésticos) sem carteira assinada e trabalhadores no autoconsumo ou autoconstrução e não-remunerados.”

Outro aspecto importante é que as trajetórias educacionais interrompidas comprometem a empregabilidade dos jovens. Segundo dados da PNAD 2007, pessoas com 9 ou 10 anos de estudo (Ensino Médio incompleto) ganham menos e têm menos chance de ocupação que aquelas com 8 anos de estudo (Ensino Fundamental completo). Por outro lado, as chances de um jovem que concluiu um curso de pós-graduação estar empregado são 2 vezes maiores que as de um jovem que tenha terminado a universidade, 4 vezes frente aos que concluíram o Ensino Médio e 6 vezes frente aos que concluíram o Ensino Fundamental.

De acordo com o professor Marcelo Neri, esses dados mostram que, principalmente os jovens, devem investir em educação contínua: “para alcançar um trecho de altos prêmios de educação, elas precisam percorrer toda a trajetória”. Para ele, a Educação Básica promove acumulação de capital humano geral que só se deprecia quando o indivíduo morre. Já a experiência profissional e educacional em segmentos específicos é perdida em parte quando o indivíduo muda de posto de trabalho ou carreira profissional.

Escutando os empregadores

Cristina Simões, diretora de Desenvolvimento e Qualidade da Id Consulting, consultoria que anuncia uma grande quantidade de vagas no Busca Jovem, afirma que o mercado entende que quem ainda está cursando o Ensino Médio pode não estar pronto para assumir uma posição profissional. “Esse tempo de estudos, com a dedicação necessária, é importante, pois o mercado exige certas habilidades que requerem uma base para serem desenvolvidas, sem a qual o jovem não vai adquirir outras competências. Para ingressar num mercado de trabalho competitivo, que exige resultados, ele precisa desse amadurecimento, que vai lhe proporcionar mais chances de crescimento e de se sustentar dentro das estruturas empresariais”, destaca.

Em entrevista para o Portal, o presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), Ralph Arcanjo Chelotti, afirmou que as empresas vivem em um mundo cada vez mais competitivo, no qual a pressão por resultados é sempre crescente e dramática. “Por essa razão”, diz ele, “muitas esperam que até mesmo os mais jovens apresentem qualificações mínimas. Mas a verdade é que a maioria não tem possibilidade de pagar cursos e dependem de programas públicos de inclusão. Sabemos de todas essas dificuldades, mas se pudesse dar um conselho ao jovem que busca emprego é que ele se prepare ao máximo, buscando oportunidades de formação em centros comunitários, programas de governo, enfim, onde for possível obter alguma preparação. Para os jovens que estão no Ensino Médio, meu conselho é o mesmo que eles ouvem de seus professores: aprendam, melhorem os padrões de leitura, escrita e informação, pois isso vai ser decisivo para ter um emprego no futuro.”

“O jovem brasileiro sofre com o círculo vicioso que o condena a uma situação de baixa escolaridade e, portanto, baixa empregabilidade”, prossegue o presidente da ABRH. “Romper esse ciclo depende, muito também do próprio jovem, que precisa investir tempo em sua qualificação. Uma porta de entrada que pode ser interessante é a capacitação de voluntariado, ou seja, ao atuar como voluntário o jovem vai adquirindo a capacitação que o qualificará para um emprego satisfatório.”

Embora a capacitação técnica faça diferença, as empresas que postam vagas no Portal Busca Jovem têm exigido dos jovens habilidades básicas com as quais possam se sair bem no processo de seleção e no ambiente de trabalho: domínio da língua escrita e falada, raciocínio lógico, pensamento crítico, postura adequada, disponibilidade para trabalho em equipe etc. Para reforçar o desenvolvimento desse perfil, o Projeto Conexão, parceiro do Busca Jovem, oferece gratuitamente aos jovens encaminhados pelas Ongs formadoras a aplicação de provas de conhecimento, testes de habilidades pessoais e palestras de curta duração, trabalhando no aprimoramento de suas competências.

Sobre o projeto

O Portal Busca Jovem foi lançado em agosto de 2008. É o resultado de uma construção conjunta de uma rede de patrocinadores integrantes do GAJ – Grupo de Afinidade em Juventude do GIFE, com expertises diversas e uma forte capacidade de articulação: Fundação Avina, Basf, Fundação Bunge, Citi, Instituto Hedging-Griffo, Instituto ibi, Fundação Iochpe, Instituto Social Maria Telles – ISMART, Fundação Itaú Social, Instituto Unibanco e Instituto Votorantim. O Portal conta também com apoio das organizações Atletas pela Cidadania e Projeto Conexão.

A receptividade do projeto tem sido positiva entre os parceiros formadores, que demandam visibilidade, e parceiros empregadores, que encontravam dificuldade para preencher vagas voltadas para esse público. Atualmente, o Portal conta com 46 organizações cadastradas, indicadas pelos patrocinadores e apoiadores do projeto.

O Portal é também um local de referência sobre trabalho e juventude, com matérias exclusivas sobre tendências dos diversos setores que oferecem oportunidades profissionais para os jovens, além de uma biblioteca virtual com dados sobre a Lei do Aprendiz, nova Lei do Estágio, pesquisas e documentos de referência. ´

Publicado no site www.gife.org.br