Fundo Nacional de Solidariedade

Para se inscrever e concorrer à seleção, os projetos devem contemplar pelo menos um dos eixos propostos: Formação e capacitação, mobilização para conquista e efetivação de direitos ou superação de vulnerabilidade econômica e geração de renda.

Podem participar da seleção grupos organizados, coletivos, associações, pastorais, igrejas locais, entidades de apoio a movimentos sociais que estejam habilitadas a trabalhar com as temáticas proposta na CF 2013 – Fraternidade e Juventude – com o recorte de atuação junto às juventudes empobrecidas.

As organizações devem enviar os projetos para análise para os endereços eletrônicos: fns@caritas.org.br eprojetos@caritas.org.br. Também é preciso enviar uma cópia impressa e assinada do projeto, via Correios, até 15 dias corridos anteriores às datas das reuniões do Conselho Gestor, para: FUNDO NACIONAL DE SOLIDARIEDADE – FNS SGAN, Quadra 601, Módulo F CEP: 70.830-010, Asa Norte, Brasília/DF.

Os valores máximos para projetos apoiados pelo Fundo Nacional de Solidariedade seguem a seguinte margem:

Projetos de âmbito local/comunitários: até R$ 10.000,00;

Projetos de âmbito diocesano: até R$ 20.000,00;

Projetos de âmbito de um regional da CNBB ou de um Estado: até R$ 35.000,00;

Projetos de âmbito nacional: até R$ 50.000,00.

Edital completo:

http://caritas.org.br/novo/fundo-nacional-de-solidariedade-2013/

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Eletrosul seleciona projetos para patrocínio

A empresa Eletrosul Centrais Elétricas, ligada ao sistema Eletrobrás, lançou chamada pública para inscrição de projetos sociais para seleção ao patrocínio da empresa em 2013.

Serão apoiados, com até 50 mil reais, projetos de organizações da sociedade civil que tenham como foco atuar em municípios de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Rondônia.

A Eletrosul está disponibilizando no total 1 milhão de reais para apoio a projetos, com foco nas áreas de educação complementar, qualificação profissional, geração de trabalho e renda e conservação do meio ambiente.

As inscrições vão até o dia 31 de agosto e devem ser feitas apenas pela internet. Os resultados finais serão publicados no início de janeiro. Na seleção de 2011, a Eletrosul recebeu 487 projetos e apoiou 54 deles.

Mais informações e o edital completo dessa oportunidade encontram-se na página abaixo.

http://www.eletrosul.gov.br/home/conteudo.php?cd=1406

Fonte: ABCR e Eletrosul

Plano Nacional da Aprendizagem instituiu meta de 1,2 milhão de jovens no mercado

O Plano Nacional da Aprendizagem Profissional, que será incluído na Agenda Nacional de Trabalho Decente, foi apresentado na semana passada durante reunião do Comitê Permanente de Aprendizagem Profissional.

O Plano Nacional de Trabalho Decente, fruto da Agenda Nacional, está sendo elaborado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e estabelece duas metas com relação à aprendizagem: a contratação de 800 mil aprendizes até 2010 e 1,2 milhão de aprendizes até 2015; ambas as metas seguem a premissa de ‘gerar mais e melhores empregos, com igualdade de oportunidades e de tratamento’.

Segundo a assessora da Secretaria Executiva do MTE, Ana Lúcia Alencastro, o MTE vem promovendo a mobilização das maiores empresas em nível nacional e trabalhando em parceria com as diversas esferas de governo e sociedade civil organizada, por meio dos fóruns estaduais.

“O MTE atua com fiscalização, mas também promovendo políticas públicas de conscientização e sensibilização das empresas para aderirem à aprendizagem, que reúne a formação profissional e inserção com carteira assinada dos jovens no mercado de trabalho. Já realizamos 4 fóruns estaduais, e serão realizados outros, os próximos serão em Minas Gerais e no Distrito Federal”, disse Ana Lúcia Alencastro.

Outro trabalho desenvolvido pelo MTE é promover o estímulo à adesão de pequenas empresas por setor econômico, por meio do Projeto Escola de Fábrica, nas áreas de panificação e postos de gasolina, por exemplo. O MTE vai realizar também um estudo para buscar soluções para promover cursos dentro da aprendizagem para outras ocupações.

O Ministério vem também desenvolvendo a matriz de aprendizagem com arcos ocupacionais via convênio para o setor bancário. A proposta de arcos ocupacionais para aprendizagem no setor bancário prevê aulas de Comunicação e Língua Portuguesa; Drogas e Sexualidade; Saúde do Trabalhador e Meio Ambiente; Matemática; Informática e Esporte e Cultura.

São previstas também matérias como Serviços Bancários e Administrativos; Sistema Financeiro Nacional; Atendimento ao Cliente e Contabilidade Bancária. Entre setembro e novembro haverá capacitação de entidades formadoras para habilitá-las a trabalhar com esta metodologia. Estão previstos cursos nas cidades de Recife, Rio de Janeiro, São Paulo, Belém, Porto Alegre, Belo Horizonte, Brasília, Manaus e Salvador.

Fonte: MTE

Ações do documento

Passo a passo para o Cadastro Nacional de Aprendizagem

Esse cadastro é destinado às entidades de qualificação técnico-profissionais metódicas elencadas no art. 8º do Decreto 5.598/2005.

Antes de iniciar o cadastro é necessário ter conhecimento do disposto na Portaria MTE 615/2007 alterada pela Portaria 1003/2008. (Ver Portarias no “Lei da Aprendizagem” ao lado)

Para cadastrar as Entidades e os cursos siga as orientações abaixo:

Acessar o endereço eletrônico: http://www.mte.gov.br

Clicar em: 

aprendizagem

 Clique aqui para acessar a inscrição;

•  Para criar senha clicar em: 

 APRENDIZAGEM – Entidade, clique aqui ->

 • Para as que já tem senha preencher os seguintes campos:

 Usuário: = CNPJ (sem pontos, barras e traços)

Senha:= senha criada

 Preencher todas as abas e gravar.

 Ao concluir o cadastro da entidade, os cursos também deverão ser cadastrados.

 No cadastro de curso, para adicionar mais matérias, clicar no botão  

Preencher todas as abas e gravar.

 Depois de cadastrados, os cursos entram no processo de validação pelo MTE.

A entidade poderá receber e-mail do MTE solicitando adequações do curso  a  Portaria 615/2007, alterada pela Portaria 1003/2008. Ao adequar os campos conforme solicitação do MTE, a entidade poderá comunicar o MTE por meio dos telefones 61-3317-6453, 3317-6553, 3317-6543, 3317-6983, 3317-6740, 3317-6427. 

 Caso seja matriz com filiais:

 1º) cadastrar a matriz e as filiais como entidades qualificadoras;

2º)  Matriz cadastra o curso e o disponibiliza para as filiais que executarão esse curso;

3º)  Matriz  ou  filial  preenche  duas  abas  do  curso  das  filiais  (aba  responsável  e  aba estrutura do curso).

OBS: Quando os cursos  estiverem  com  a  situação  de  “validados”  ou  “validados  com recomendação” as entidades devem cadastrar as turmas e os aprendizes.

Para cadastrar as turmas e os aprendizes siga as orientações abaixo:

Acessar como Usuário= nº.  do  CNPJ  e  com  a  senha  que  foi  criada  quando  a  Entidade  foi cadastrada;

Escolher “Aprendizagem”;

Escolher “Cadastrar Turma”;  Clicar em “Cadastrar Nova Turma”

Preencher os campos e gravar.

Escolher “Encaminhar Jovem”;

Preencher os campos e gravar.

 Lembramos que a cada nova turma criada esses procedimentos deverão ser repetidos.

 Passo a passo publicado pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Ministério do Trabalho e do Emprego publica procedimentos para validação dos cursos de aprendizagem profissional

O Ministério do Trabalho e do Emprego publicou a Portaria nº 1.535, em 21 de agosto de 2009, que disciplina os procedimentos de validação dos cursos de aprendizagem cadastrados no Cadastro Nacional de Aprendizagem e cria o Comitê Permanente da Aprendizagem Profissional no âmbito do MTE, organizando seu funcionamento, com competência para:

I – analisar as propostas de acordos de cooperação técnica em âmbito regional ou nacional, emitindo manifestação circunstanciada sobre sua adequação às diretrizes estabelecidas nas Portarias MTE nºs 615 e 616, de 2007;

II – deliberar sobre os impasses decorrentes de matéria não regulamentada ou em questões controversas integrantes dos programas de Aprendizagem, desde que enviadas formalmente a sua apreciação;

III – validar cursos e programas cadastrados cujas propostas envolvam o desenvolvimento de cursos de nível técnico no formato da Aprendizagem;

IV – validar cursos e programas que utilizem metodologias de ensino a distância de acordo com o estabelecido na Portaria nº 615, de 2007, e os Referenciais de Qualidade para Aprendizagem a Distância, constantes do anexo II daquela Portaria;

V – validar cursos e programas cadastrados cujas propostas a SPPE entender conveniente submeter a sua apreciação;

VI – analisar pedidos de reconsideração das entidades cujos cursos não tenham sido validados ou tenham sido suspensos pela SPPE;

VII – sugerir e validar instrumentos a serem utilizados para o monitoramento e supervisão dos cursos validados;

VIII – sugerir e validar Arcos Ocupacionais para Aprendizagem;

IX – propor à Secretaria Executiva o encaminhamento de temas a serem discutidos pelo Fórum Nacional da Aprendizagem ou por outras instâncias e órgãos no âmbito externo.

O Comitê Permanente será coordenado pela Secretaria Executiva e composto por representantes das seguintes unidades:

 I – Departamento de Políticas de Trabalho e Emprego para Juventude – DPJ/Secretaria de Políticas Públicas de Emprego/SPPE;

II – Departamento de Qualificação – DEQ/Secretaria de Políticas Públicas de Emprego/SPPE;

III – Departamento de Emprego e Salário – DES/ Secretaria de Políticas Públicas de Emprego/SPPE;

IV – Departamento de Fiscalização do Trabalho – DEFIT/Secretaria de Inspeção do Trabalho/SIT;

 V – Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego.

Projovem Urbano está com matrículas abertas

Para participar o candidato deve ter entre 18 e 29 anos, saber ler e escrever e não ter concluído o ensino fundamental (8ª série). No ato da matrícula, o jovem deve apresentar a carteira de identidade ou a certidão de nascimento

O curso tem duração de 18 meses e combina, de forma inovadora, a formação do ensino fundamental com iniciação profissional e práticas de cidadania, além de acesso à informática. O aluno que entregar os trabalhos mensais e tiver freqüência de 75% às aulas receberá um auxílio de R$ 100,00 por mês.

O período de matrículas estipulado pela Coordenação Nacional do ProJovem Urbano vai até o final de fevereiro de 2009, em 85 municípios e 23 estados. Dentro desse prazo, as cidades e estados estabelecem as datas para realizar as matrículas dos alunos.

Mais informações podem ser obtidas na Central de Relacionamento do ProJovem Urbano, no telefone 0800 722 7777, que funciona em todo o país, de segunda à sexta, das 7h às 23h, e sábados, domingos e feriados, das 8h às 20h.

 

Expansão
Sob coordenação da Secretaria Nacional de Juventude, da Secretaria-Geral da Presidência da República, o ProJovem Urbano é uma reformulação do antigo ProJovem, que em três anos matriculou mais de 237 mil jovens em todo o país.

Além da expansão do número de beneficiados, o novo Programa ampliou a faixa etária para 29 anos e abriu a possibilidade de matrícula para quem apenas sabe ler e escrever. Além disso, o aluno pode estar trabalhando formalmente, com carteira assinada, o que não era possível anteriormente.


Gestão
O ProJovem Urbano é uma das quatro modalidades do novo programa integrado de Juventude – ProJovem, lançado no final de 2007, com a unificação dos programas Agente Jovem, Saberes da Terra, ProJovem, Consórcio Social da Juventude, Juventude Cidadã e Escola de Fábrica. Juntos esses programas atenderam, anteriormente, 467 mil jovens e, com a unificação, vão beneficiar mais de 3,5 milhões de jovens até 2010.

As outras três modalidades do Programa são: ProJovem Adolescente (Ministério do Desenvolvimento e Combate à Fome), ProJovem Campo (Ministério da Educação) e ProJovem Trabalhador (Ministério do Trabalho e Emprego). A gestão do ProJovem Urbano está a cargo desse três Ministérios, sob a coordenação da Secretaria-Geral.

Como participar

Quem pode se matricular no ProJovem Urbano?

Jovens entre 18 e 29 anos que sabem ler e escrever e que não concluíram o ensino fundamental (8ª série).

O que o ProJovem Urbano oferece?

Formação no ensino fundamental, cursos profissionais, aulas de informática e auxílio de R$ 100,00 por mês. O Programa tem duração de 18 meses.

Qual a documentação exigida para a matrícula?

Apenas documento de identidade: certidão de nascimento ou R.G.

Central de relacionamento do ProJovem Urbano – 0800 722 7777

 

QUADRO : MUNICÍPIOS/ESTADOS PREVISTOS PARA REALIZARMATRÍCULAS EM NOVEMBRO E INÍCIAR AULA EM FEVEREIRO/2009, PROJOVEM URBANO –  2008

UF

MUNICÍPIOS
(Clique na cidade para ver o endereço de matrícula)

Matrículas

GO

Aparecida de Goiânia

 

SE

Aracaju

12/01/2009

RJ

Belford Roxo

 

MG

Belo Horizonte

20/11/2008 a 20/02/2009

RR

Boa Vista

20/11/2008 a fevereiro/2009

RS

Canoas

20/11/2008 a fevereiro/2009

MG

Contagem

20/11/2008 a 27/02/2009

MT

Cuiabá

20/11/2008 a 20/02/2009

SP

Diadema

20/11/2008 e 19/01/2009 a 20/02/2009

RJ

Duque de Caxias

20/11/2008 a fevereiro/2009

SP

Embu

05/01/2008 a 28/02/2009

SC

Florianópolis

 

CE

Fortaleza

01/12/2008 a 13/02/2009

GO

Goiânia

 

RS

Gravataí

 

SP

Guarulhos

01/12/2008 a 23/01/2009

PE

Jaboatão dos Guararapes

 

PB

João Pessoa

24/11/2008 a 24/02/2009

AP

Macapá

05/12/2008 a 28/02/2009

AL

Maceió

28/11/2008 a 24/01/2009

RJ

Magé

20/11/2008 a fevereiro/2009

AM

Manaus

24/11/2008 a 24/01/2009

SP

Mogi das Cruzes

08/12/2008 a 30/01/2009

RN

Natal

08/12/2008 a 27/02/2009

RJ

Niterói

24/11/2008 a 13/02/2009

RS

Novo Hamburgo

10/01/2009 a 30/03/2009

PE

Olinda

 

TO

Palmas

20/11/2008 a 20/02/2009

PE

Paulista

01/12/2008 a 31/01/2009

RS

Porto Alegre

20/11/2008 a fevereiro/2009

RO

Porto Velho

20/11/2008 a fevereiro/2009

AC

Rio Branco

 

BA

Salvador

 

SP

Santo André

12/12/2008 a 20/02/2009

RJ

São Gonçalo

01/12/2008 a 27/02/2009

RJ

São João de Meriti

01/12/2008 a 27/02/2009

MA

São Luís

20/11/2008 a 20/02/2009

ES

Serra

24/11/08 a 17/12/08 e
19/01/09 a 20/02/09

SP

Suzano

20/11/2008 a 31/01/2009

PI

Teresina

20/11/2008 a fevereiro/2009

RS

Viamão

20/11/2008 a 27/02/2009

ES

Vila Velha

20/11/2008 a 20/01/2009

ES

Vitória

22/12/2008 a 20/02/2009

B- MUNICÍPIOS NOVOS 
(Clique na cidade para ver o endereço de matrícula)

RS

Alvorada

24/11/2008 a 20/02/2009

AL

Arapiraca

 

SC

Blumenau

 

PB

Campina Grande

03/11/2008 a 01/01/2009

SP

Campinas

 

ES

Cariacica

 

PR

Cascavel

 

RS

Caxias do Sul

20/11/2008 a fevereiro/2009

PR

Colombo

 

MG

Divinópolis

20/11/2008 a 30/01/2009

BA

Feira de Santana

 

PR

Foz do Iguaçu

10/12/2008 a 20/02/2009

SP

Franca

 

SP

Guarujá

28/12/2008 a 27/01/2009

SP

Hortolândia

25/11/2008 a 23/01/2009

BA

Itabuna

24/11/2008 a 26/01/2009

CE

Juazeiro do Norte

01/12/2008 a 20/02/2009

SP

Limeira

20/11/2008 a 30/03/2009

PR

Londrina

 

PA

Marabá

 

MG

Montes Claros

 

RN

Mossoró

20/11/2008 a 27/02/2009

RJ

Petrópolis

 

PR

Ponta Grossa

14/01/2009 a 16/02/2009

SP

Presidente Prudente

09/12/2008 a 30/01/2009

MG

Ribeirão das Neves

 

SP

Ribeirão Preto

01/12/2008 a 06/02/2009

MG

Santa Luzia

 

RS

Santa Maria

 

PA

Santarém

03/12/2008 a 20/01/2009

SP

Santos

22/12/2008 a 27/02/2009

SP

São Carlos

 

RS

São Leopoldo

20/11/2008 a 20/02/2009

SP

São Vicente

20/11/2008 a 27/02/2009

MG

Sete Lagoas

03/12/2008 a fevereiro/2009

SP

Sumaré

20/11/2008 a 28/02/2009

SP

Taboão da Serra

07/01/2009

MG

Uberlândia

 

MT

Várzea Grande

01/01/2009 a 28/02/2009

RJ

Volta Redonda

01/12/2008 a 20/02/2009

UF

ESTADOS

(Clique no estado para ver o endereço de matrícula)

AC

ACRE

10/12/2008 a março/2009

AL

ALAGOAS

20/11/2008 a março/2009

AP

AMAPÁ

 

AM

AMAZONAS

09/12/2008 a 30/01/2009

BA

BAHIA

 

CE

CEARÁ

05/01/2009 a março/2009

GO

GOIÁS

20/11/2008 a março/2009

MA

MARANHÃO

20/11/2008 a março/2009

MT

MATO GROSSO

05/01/2009 a março/2009

MS

MATO GROSSO DO SUL

23/01/2009 a março/2009

PA

PARÁ

01/12/2008 a 20/02/2009

PB

PARAÍBA

19/01/2009 a março/2009

PR

PARANÁ

20/11/2008 a março/2009

PE

PERNAMBUCO

 

PI

PIAUÍ

12/01/2009 a março/2009

RJ

RIO DE JANEIRO

08/12/2008 a março/2009

RN

RIO GRANDE DO NORTE

 

RS

RIO GRANDE DO SUL

20/01/2009 a 20/03/2009

RO

RONDÔNIA

 

RR

RORAIMA

 

SC

SANTA CATARINA

12/01/2009 a 27/03/2009

SE

SERGIPE

 

TO

TOCANTINS

24/11/2008 a março/2009

FONTE: PR-SG-SNJ-CNPROJOVEM URBANO

 

 Publicado em www.projovem.gov.br

Ainda a Juventude e o Direito ao Trabalho

Em tempos de crise financeira em nível mundial, cabe perguntar: mais uma vez, os trabalhadores e os que ainda nem ingressaram no mercado de trabalho serão penalizados para que as grandes corporações mantenham os lucros nos níveis anteriores ao “estouro da bolha imobiliária”, ainda que sob o disfarce da manutenção da estabilidade do sistema? Pois assim alertam alguns dos “especialistas” que, até ontem, emprestaram suas teses à legitimidade do mesmo modelo que ora vemos naufragar: “não se pode correr o risco dos grandes se enfraquecerem, ou todos os elos da cadeia se fragilizam, gerando mais desemprego e pobreza”. Interessante é perceber que a promessa de um mundo globalmente mais próspero, elemento fundante da defesa da globalização nos marcos conservadores dos anos 90, desapareceu. Agora cada um que cuide de si e, neste eminente naufrágio, os botes salva-vidas socorrem, em primeiro lugar, aos mais ricos – em última instância, os responsáveis pelos icebergs que furaram o casco desse grande navio da economia global no qual fomos todos metidos.

Em meio à crise, há elementos inclusive anteriores a ela que agravam essa conjuntura: a situação atual da juventude, por exemplo, se analisada sob a ótica do mundo do trabalho, torna-se num quadro de pouca esperança e marcado pelo déficit de perspectivas para as novas gerações.

O tema juventude, embora tenha ganhado em importância na última década, ainda é encarado de forma fragmentária. No imaginário mais comum, associam-se as questões da juventude aos problemas da violência urbana. Por seu turno, o poder público, majoritariamente, reduz a temática à educação e escola e, nessa perspectiva, o desafio que se apresenta são as crescentes taxas de escolarização frente à piora da qualidade do ensino e da aprendizagem dos jovens, ao passo em que as iniciativas de encarar o tema de maneira mais integrada e sob novas óticas são tímidas. A sociedade e o Estado ainda são muito incapazes de promover plenamente a integração social da população juvenil, seja pelos novos arranjos sociais que modificaram o padrão de transição dessa fase da vida, seja pela atuação institucional que realiza ações e programas pulverizados, em pequena escala relativa de atendimento e num cenário de competição das diferentes esferas de governos, ONGs e ações de responsabilidade social de empresas. Os jovens ainda não são amparados integralmente pelo Estado e a sociedade de maneira geral não compreende a complexidade, o alcance e o impacto dessa temática.

Partindo das premissas que atestam vivermos numa sociedade desigual, o principal desafio para a efetiva integração social e emancipação da maioria dos jovens é a transição para o mundo o trabalho. Para muito além dos problemas de capacitação e qualificação profissional, os dados demonstram que há um desemprego juvenil que é estrutural, ou seja, que reside no desaparecimento de postos em determinadas funções no mercado de trabalho em decorrência de mudanças profundas e recentes nos meios de produção. Entre os anos de 1995 e 2005, a ocupação total no país cresceu 29,5%; já para os jovens entre 15 e 24 anos, a ocupação cresceu apenas 11,1%.

É claro que o problema, além de tudo, é perpassado por questões de gênero, classe e raça. Por exemplo, no caso das mulheres jovens: enquanto a taxa nacional de desemprego masculino passou de 9,7% para 15,3% nos dez anos mencionados (1995 a 2005), representando um aumento de 57,8%, a taxa de desemprego feminino foi de 14,1% para 25%, crescendo 77,4% na comparação.

O crescimento econômico dos últimos anos, registre-se, não teve a capacidade de incorporar a totalidade dos milhares de jovens que entram todos os anos para a população economicamente ativa (PEA). Num cenário de crise financeira a situação será pior e provavelmente os índices de desemprego juvenil ficarão próximos aos registrados no início da década de 90, período de recessão econômica e reestruturação produtiva. Diante dessas perspectivas, o Estado deve cumprir um papel ativo. Além das medidas anticíclicas, a intervenção estatal deve ultrapassar os limites das ações macroeconômicas. É importante enfrentar o desemprego, principalmente o juvenil, com novos instrumentos.

As iniciativas desenvolvidas nos últimos anos pelos governos, ONGs e empreendimentos de responsabilidade social como PETI, Agente Jovem, Serviço Civil, Primeiro Emprego, entre outros programas, se demonstraram insuficientes. E o problema fica mais complexo se considerarmos as especificidades do Brasil e da América Latina. Ao contrário da tendência dos países desenvolvidos, de postergação do ingresso no mercado de trabalho para ampliação da escolarização, por aqui tem aumentado a quantidade de jovens que trabalham e estudam, ou seja, que combinam elevação da escolaridade com atividade laboral. Assim desmistificando a idéia de que os jovens não entram no mercado de trabalho porque não têm se qualificado. Quando não entram, pode-se dizer, é meramente por não encontrarem vagas à disposição.

Temos postos aí alguns elementos que podem nos ajudar a conceber novas abordagens para a questão: a idéia de uma trajetória linear de ingresso e ascensão no mercado de trabalho formal, se algum dia já foi real no Brasil, hoje sequer faz parte do imaginário dos jovens brasileiros; não é mais verdadeira, se é que algum dia o foi, a relação que supunha que mais anos de escolarização seria suficiente para garantir ao indivíduo mais e melhores oportunidades de colocação no mercado de trabalho; por outro lado, a realidade que impele ao trabalho o jovem brasileiro, em especial os das famílias de menor renda, tem perpetuado uma situação de rebaixamento cada vez maior dos vínculos empregatícios, pois há que se levar em conta quais postos – e em quais condições – estão sendo ocupados hoje pela maioria dos jovens que alcançam esse ingresso no mercado.

Os novos instrumentos para enfrentar o desemprego juvenil passam por ações de grande escala e, principalmente, por compreender que a questão do emprego dos jovens não é um problema específico da temática juventude. É um desafio da sociedade, necessário para o pleno desenvolvimento das nações periféricas. Por isso, parte da solução passa por adotar mecanismos de solidariedade intergeracional. Até porque, pelo nosso modelo de sistema previdenciário, os trabalhadores de hoje precisarão dos trabalhadores de amanhã para sustentar sua inatividade na velhice.

Na atual conjuntura, portanto, o tema assume grande importância para a população jovem e o direto ao trabalho reafirma sua centralidade. Ou encontramos alternativas ou a situação das trajetórias ocupacionais de vida vinculadas à ascensão social dos jovens irá se agravar. E a imobilidade social verificada entre as gerações (posição de vida e trabalho do filho inferior à do pai) neste período tende a se confirmar, gerando cada vez mais frustração na possibilidade de construção de futuro e de trabalho decente mesmo num ambiente de elevação de escolaridade. Ajudar a conceber essas novas abordagens e também na construção das condições objetivas para sua incorporação às políticas públicas é um desafio posto à jovem geração de militantes do PT.

Carlos Odas é assessor para cooperação internacional da Secretaria Nacional de Juventude da Secretaria-Geral da Presidência da República e foi secretário Nacional de Juventude do PT (1999/2001)
José Ricardo Fonseca é assessor parlamentar da Secretaria Nacional de Juventude

Publicado em 16/02/2009 no site www.juventude.gov.br