Projovem Urbano está com matrículas abertas

Para participar o candidato deve ter entre 18 e 29 anos, saber ler e escrever e não ter concluído o ensino fundamental (8ª série). No ato da matrícula, o jovem deve apresentar a carteira de identidade ou a certidão de nascimento

O curso tem duração de 18 meses e combina, de forma inovadora, a formação do ensino fundamental com iniciação profissional e práticas de cidadania, além de acesso à informática. O aluno que entregar os trabalhos mensais e tiver freqüência de 75% às aulas receberá um auxílio de R$ 100,00 por mês.

O período de matrículas estipulado pela Coordenação Nacional do ProJovem Urbano vai até o final de fevereiro de 2009, em 85 municípios e 23 estados. Dentro desse prazo, as cidades e estados estabelecem as datas para realizar as matrículas dos alunos.

Mais informações podem ser obtidas na Central de Relacionamento do ProJovem Urbano, no telefone 0800 722 7777, que funciona em todo o país, de segunda à sexta, das 7h às 23h, e sábados, domingos e feriados, das 8h às 20h.

 

Expansão
Sob coordenação da Secretaria Nacional de Juventude, da Secretaria-Geral da Presidência da República, o ProJovem Urbano é uma reformulação do antigo ProJovem, que em três anos matriculou mais de 237 mil jovens em todo o país.

Além da expansão do número de beneficiados, o novo Programa ampliou a faixa etária para 29 anos e abriu a possibilidade de matrícula para quem apenas sabe ler e escrever. Além disso, o aluno pode estar trabalhando formalmente, com carteira assinada, o que não era possível anteriormente.


Gestão
O ProJovem Urbano é uma das quatro modalidades do novo programa integrado de Juventude – ProJovem, lançado no final de 2007, com a unificação dos programas Agente Jovem, Saberes da Terra, ProJovem, Consórcio Social da Juventude, Juventude Cidadã e Escola de Fábrica. Juntos esses programas atenderam, anteriormente, 467 mil jovens e, com a unificação, vão beneficiar mais de 3,5 milhões de jovens até 2010.

As outras três modalidades do Programa são: ProJovem Adolescente (Ministério do Desenvolvimento e Combate à Fome), ProJovem Campo (Ministério da Educação) e ProJovem Trabalhador (Ministério do Trabalho e Emprego). A gestão do ProJovem Urbano está a cargo desse três Ministérios, sob a coordenação da Secretaria-Geral.

Como participar

Quem pode se matricular no ProJovem Urbano?

Jovens entre 18 e 29 anos que sabem ler e escrever e que não concluíram o ensino fundamental (8ª série).

O que o ProJovem Urbano oferece?

Formação no ensino fundamental, cursos profissionais, aulas de informática e auxílio de R$ 100,00 por mês. O Programa tem duração de 18 meses.

Qual a documentação exigida para a matrícula?

Apenas documento de identidade: certidão de nascimento ou R.G.

Central de relacionamento do ProJovem Urbano – 0800 722 7777

 

QUADRO : MUNICÍPIOS/ESTADOS PREVISTOS PARA REALIZARMATRÍCULAS EM NOVEMBRO E INÍCIAR AULA EM FEVEREIRO/2009, PROJOVEM URBANO –  2008

UF

MUNICÍPIOS
(Clique na cidade para ver o endereço de matrícula)

Matrículas

GO

Aparecida de Goiânia

 

SE

Aracaju

12/01/2009

RJ

Belford Roxo

 

MG

Belo Horizonte

20/11/2008 a 20/02/2009

RR

Boa Vista

20/11/2008 a fevereiro/2009

RS

Canoas

20/11/2008 a fevereiro/2009

MG

Contagem

20/11/2008 a 27/02/2009

MT

Cuiabá

20/11/2008 a 20/02/2009

SP

Diadema

20/11/2008 e 19/01/2009 a 20/02/2009

RJ

Duque de Caxias

20/11/2008 a fevereiro/2009

SP

Embu

05/01/2008 a 28/02/2009

SC

Florianópolis

 

CE

Fortaleza

01/12/2008 a 13/02/2009

GO

Goiânia

 

RS

Gravataí

 

SP

Guarulhos

01/12/2008 a 23/01/2009

PE

Jaboatão dos Guararapes

 

PB

João Pessoa

24/11/2008 a 24/02/2009

AP

Macapá

05/12/2008 a 28/02/2009

AL

Maceió

28/11/2008 a 24/01/2009

RJ

Magé

20/11/2008 a fevereiro/2009

AM

Manaus

24/11/2008 a 24/01/2009

SP

Mogi das Cruzes

08/12/2008 a 30/01/2009

RN

Natal

08/12/2008 a 27/02/2009

RJ

Niterói

24/11/2008 a 13/02/2009

RS

Novo Hamburgo

10/01/2009 a 30/03/2009

PE

Olinda

 

TO

Palmas

20/11/2008 a 20/02/2009

PE

Paulista

01/12/2008 a 31/01/2009

RS

Porto Alegre

20/11/2008 a fevereiro/2009

RO

Porto Velho

20/11/2008 a fevereiro/2009

AC

Rio Branco

 

BA

Salvador

 

SP

Santo André

12/12/2008 a 20/02/2009

RJ

São Gonçalo

01/12/2008 a 27/02/2009

RJ

São João de Meriti

01/12/2008 a 27/02/2009

MA

São Luís

20/11/2008 a 20/02/2009

ES

Serra

24/11/08 a 17/12/08 e
19/01/09 a 20/02/09

SP

Suzano

20/11/2008 a 31/01/2009

PI

Teresina

20/11/2008 a fevereiro/2009

RS

Viamão

20/11/2008 a 27/02/2009

ES

Vila Velha

20/11/2008 a 20/01/2009

ES

Vitória

22/12/2008 a 20/02/2009

B- MUNICÍPIOS NOVOS 
(Clique na cidade para ver o endereço de matrícula)

RS

Alvorada

24/11/2008 a 20/02/2009

AL

Arapiraca

 

SC

Blumenau

 

PB

Campina Grande

03/11/2008 a 01/01/2009

SP

Campinas

 

ES

Cariacica

 

PR

Cascavel

 

RS

Caxias do Sul

20/11/2008 a fevereiro/2009

PR

Colombo

 

MG

Divinópolis

20/11/2008 a 30/01/2009

BA

Feira de Santana

 

PR

Foz do Iguaçu

10/12/2008 a 20/02/2009

SP

Franca

 

SP

Guarujá

28/12/2008 a 27/01/2009

SP

Hortolândia

25/11/2008 a 23/01/2009

BA

Itabuna

24/11/2008 a 26/01/2009

CE

Juazeiro do Norte

01/12/2008 a 20/02/2009

SP

Limeira

20/11/2008 a 30/03/2009

PR

Londrina

 

PA

Marabá

 

MG

Montes Claros

 

RN

Mossoró

20/11/2008 a 27/02/2009

RJ

Petrópolis

 

PR

Ponta Grossa

14/01/2009 a 16/02/2009

SP

Presidente Prudente

09/12/2008 a 30/01/2009

MG

Ribeirão das Neves

 

SP

Ribeirão Preto

01/12/2008 a 06/02/2009

MG

Santa Luzia

 

RS

Santa Maria

 

PA

Santarém

03/12/2008 a 20/01/2009

SP

Santos

22/12/2008 a 27/02/2009

SP

São Carlos

 

RS

São Leopoldo

20/11/2008 a 20/02/2009

SP

São Vicente

20/11/2008 a 27/02/2009

MG

Sete Lagoas

03/12/2008 a fevereiro/2009

SP

Sumaré

20/11/2008 a 28/02/2009

SP

Taboão da Serra

07/01/2009

MG

Uberlândia

 

MT

Várzea Grande

01/01/2009 a 28/02/2009

RJ

Volta Redonda

01/12/2008 a 20/02/2009

UF

ESTADOS

(Clique no estado para ver o endereço de matrícula)

AC

ACRE

10/12/2008 a março/2009

AL

ALAGOAS

20/11/2008 a março/2009

AP

AMAPÁ

 

AM

AMAZONAS

09/12/2008 a 30/01/2009

BA

BAHIA

 

CE

CEARÁ

05/01/2009 a março/2009

GO

GOIÁS

20/11/2008 a março/2009

MA

MARANHÃO

20/11/2008 a março/2009

MT

MATO GROSSO

05/01/2009 a março/2009

MS

MATO GROSSO DO SUL

23/01/2009 a março/2009

PA

PARÁ

01/12/2008 a 20/02/2009

PB

PARAÍBA

19/01/2009 a março/2009

PR

PARANÁ

20/11/2008 a março/2009

PE

PERNAMBUCO

 

PI

PIAUÍ

12/01/2009 a março/2009

RJ

RIO DE JANEIRO

08/12/2008 a março/2009

RN

RIO GRANDE DO NORTE

 

RS

RIO GRANDE DO SUL

20/01/2009 a 20/03/2009

RO

RONDÔNIA

 

RR

RORAIMA

 

SC

SANTA CATARINA

12/01/2009 a 27/03/2009

SE

SERGIPE

 

TO

TOCANTINS

24/11/2008 a março/2009

FONTE: PR-SG-SNJ-CNPROJOVEM URBANO

 

 Publicado em www.projovem.gov.br

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Ainda a Juventude e o Direito ao Trabalho

Em tempos de crise financeira em nível mundial, cabe perguntar: mais uma vez, os trabalhadores e os que ainda nem ingressaram no mercado de trabalho serão penalizados para que as grandes corporações mantenham os lucros nos níveis anteriores ao “estouro da bolha imobiliária”, ainda que sob o disfarce da manutenção da estabilidade do sistema? Pois assim alertam alguns dos “especialistas” que, até ontem, emprestaram suas teses à legitimidade do mesmo modelo que ora vemos naufragar: “não se pode correr o risco dos grandes se enfraquecerem, ou todos os elos da cadeia se fragilizam, gerando mais desemprego e pobreza”. Interessante é perceber que a promessa de um mundo globalmente mais próspero, elemento fundante da defesa da globalização nos marcos conservadores dos anos 90, desapareceu. Agora cada um que cuide de si e, neste eminente naufrágio, os botes salva-vidas socorrem, em primeiro lugar, aos mais ricos – em última instância, os responsáveis pelos icebergs que furaram o casco desse grande navio da economia global no qual fomos todos metidos.

Em meio à crise, há elementos inclusive anteriores a ela que agravam essa conjuntura: a situação atual da juventude, por exemplo, se analisada sob a ótica do mundo do trabalho, torna-se num quadro de pouca esperança e marcado pelo déficit de perspectivas para as novas gerações.

O tema juventude, embora tenha ganhado em importância na última década, ainda é encarado de forma fragmentária. No imaginário mais comum, associam-se as questões da juventude aos problemas da violência urbana. Por seu turno, o poder público, majoritariamente, reduz a temática à educação e escola e, nessa perspectiva, o desafio que se apresenta são as crescentes taxas de escolarização frente à piora da qualidade do ensino e da aprendizagem dos jovens, ao passo em que as iniciativas de encarar o tema de maneira mais integrada e sob novas óticas são tímidas. A sociedade e o Estado ainda são muito incapazes de promover plenamente a integração social da população juvenil, seja pelos novos arranjos sociais que modificaram o padrão de transição dessa fase da vida, seja pela atuação institucional que realiza ações e programas pulverizados, em pequena escala relativa de atendimento e num cenário de competição das diferentes esferas de governos, ONGs e ações de responsabilidade social de empresas. Os jovens ainda não são amparados integralmente pelo Estado e a sociedade de maneira geral não compreende a complexidade, o alcance e o impacto dessa temática.

Partindo das premissas que atestam vivermos numa sociedade desigual, o principal desafio para a efetiva integração social e emancipação da maioria dos jovens é a transição para o mundo o trabalho. Para muito além dos problemas de capacitação e qualificação profissional, os dados demonstram que há um desemprego juvenil que é estrutural, ou seja, que reside no desaparecimento de postos em determinadas funções no mercado de trabalho em decorrência de mudanças profundas e recentes nos meios de produção. Entre os anos de 1995 e 2005, a ocupação total no país cresceu 29,5%; já para os jovens entre 15 e 24 anos, a ocupação cresceu apenas 11,1%.

É claro que o problema, além de tudo, é perpassado por questões de gênero, classe e raça. Por exemplo, no caso das mulheres jovens: enquanto a taxa nacional de desemprego masculino passou de 9,7% para 15,3% nos dez anos mencionados (1995 a 2005), representando um aumento de 57,8%, a taxa de desemprego feminino foi de 14,1% para 25%, crescendo 77,4% na comparação.

O crescimento econômico dos últimos anos, registre-se, não teve a capacidade de incorporar a totalidade dos milhares de jovens que entram todos os anos para a população economicamente ativa (PEA). Num cenário de crise financeira a situação será pior e provavelmente os índices de desemprego juvenil ficarão próximos aos registrados no início da década de 90, período de recessão econômica e reestruturação produtiva. Diante dessas perspectivas, o Estado deve cumprir um papel ativo. Além das medidas anticíclicas, a intervenção estatal deve ultrapassar os limites das ações macroeconômicas. É importante enfrentar o desemprego, principalmente o juvenil, com novos instrumentos.

As iniciativas desenvolvidas nos últimos anos pelos governos, ONGs e empreendimentos de responsabilidade social como PETI, Agente Jovem, Serviço Civil, Primeiro Emprego, entre outros programas, se demonstraram insuficientes. E o problema fica mais complexo se considerarmos as especificidades do Brasil e da América Latina. Ao contrário da tendência dos países desenvolvidos, de postergação do ingresso no mercado de trabalho para ampliação da escolarização, por aqui tem aumentado a quantidade de jovens que trabalham e estudam, ou seja, que combinam elevação da escolaridade com atividade laboral. Assim desmistificando a idéia de que os jovens não entram no mercado de trabalho porque não têm se qualificado. Quando não entram, pode-se dizer, é meramente por não encontrarem vagas à disposição.

Temos postos aí alguns elementos que podem nos ajudar a conceber novas abordagens para a questão: a idéia de uma trajetória linear de ingresso e ascensão no mercado de trabalho formal, se algum dia já foi real no Brasil, hoje sequer faz parte do imaginário dos jovens brasileiros; não é mais verdadeira, se é que algum dia o foi, a relação que supunha que mais anos de escolarização seria suficiente para garantir ao indivíduo mais e melhores oportunidades de colocação no mercado de trabalho; por outro lado, a realidade que impele ao trabalho o jovem brasileiro, em especial os das famílias de menor renda, tem perpetuado uma situação de rebaixamento cada vez maior dos vínculos empregatícios, pois há que se levar em conta quais postos – e em quais condições – estão sendo ocupados hoje pela maioria dos jovens que alcançam esse ingresso no mercado.

Os novos instrumentos para enfrentar o desemprego juvenil passam por ações de grande escala e, principalmente, por compreender que a questão do emprego dos jovens não é um problema específico da temática juventude. É um desafio da sociedade, necessário para o pleno desenvolvimento das nações periféricas. Por isso, parte da solução passa por adotar mecanismos de solidariedade intergeracional. Até porque, pelo nosso modelo de sistema previdenciário, os trabalhadores de hoje precisarão dos trabalhadores de amanhã para sustentar sua inatividade na velhice.

Na atual conjuntura, portanto, o tema assume grande importância para a população jovem e o direto ao trabalho reafirma sua centralidade. Ou encontramos alternativas ou a situação das trajetórias ocupacionais de vida vinculadas à ascensão social dos jovens irá se agravar. E a imobilidade social verificada entre as gerações (posição de vida e trabalho do filho inferior à do pai) neste período tende a se confirmar, gerando cada vez mais frustração na possibilidade de construção de futuro e de trabalho decente mesmo num ambiente de elevação de escolaridade. Ajudar a conceber essas novas abordagens e também na construção das condições objetivas para sua incorporação às políticas públicas é um desafio posto à jovem geração de militantes do PT.

Carlos Odas é assessor para cooperação internacional da Secretaria Nacional de Juventude da Secretaria-Geral da Presidência da República e foi secretário Nacional de Juventude do PT (1999/2001)
José Ricardo Fonseca é assessor parlamentar da Secretaria Nacional de Juventude

Publicado em 16/02/2009 no site www.juventude.gov.br

UNICEF recebe inscrições de comunidades em SP e no RJ

Começou, dia 16 de fevereiro, as inscrições das comunidades populares dos municípios de Itaquaquecetuba, São Paulo e Rio de Janeiro na Plataforma dos Centros Urbanos. Os inscritos receberão acompanhamento e apoio técnico do UNICEF e seus parceiros por um período de três anos, para que possam ajudar a melhorar as condições de vida de suas crianças e seus adolescentes.

Ao se inscrever, as comunidades (favelas, cortiços, conjuntos habitacionais populares) estarão participando de uma iniciativa que vai mobilizar todos os setores dos três municípios pela garantia dos direitos de cada menino e menina.

Para isso, a Plataforma dos Centros Urbanos promoverá articulações com o poder público, a sociedade civil organizada e os investidores sociais privados, além de ações de capacitação, comunicação, participação de crianças e adolescentes, monitoramento e avaliação dos indicadores da cidade, das sub-regiões e das próprias comunidades. Ao final do processo, em 2011, todos aqueles que promoverem avanços serão reconhecidos publicamente pelo UNICEF.

Para participar, a comunidade precisa constituir um Grupo Articulador, formado por, no mínimo, oito integrantes, representando duas organizações sociais ou grupos locais, duas instituições do poder público, dois grupos de adolescentes e dois grupos de livre escolha da comunidade.
As inscrições vão até 13 de março e a iniciativa conta com o apoio das empresas Kimberly-Clark e Carbon Capital Markets (CCM).

Mais informações http://www.unicef.org/brazil/pt/resources_13713.htm

Outras informações:
Para São Paulo e Itaquaquecetuba: Instituto Sou da Paz: (11) 3812 1333; plataforma@soudapaz.org.

Para o Rio de Janeiro: Centro de Promoção da Saúde (Cedaps): (21) 3852 0080; plataforma@cedaps.org.br.

Fundo Brasil de Direitos Humanos apoia projetos

O Fundo Brasil de Direitos Humanos lançou um edital para apoiar novos projetos em 2009. O foco será o combate à discriminação e à violência institucional, ou seja, qualquer forma de violação a direitos humanos promovida por instituições oficiais, suas delegações ou empresas. Os custos dos projetos que tentarem o apoio devem ser de, no mínimo, R$ 10 mil e, no máximo, R$ 25 mil. Cada organização poderá apresentar apenas um único projeto.O edital e o formulário para preenchimento estão disponíveis no site do Fundo Brasil de Direitos Humanos, e as propostas devem ser enviadas pelo correio até 23 de março. Desde 2007, o Fundo disponibiliza recursos para organizações da sociedade civil, preferencialmente aquelas com menor acesso às fontes tradicionais de financiamento.

Informações sobre o edital no site http://www.fundodireitoshumanos.org.br/edi.jsp

Prêmio FBB de Tecnologia Social está com inscrições abertas

O Prêmio Fundação Banco do Brasil (FBB) de Tecnologia Social está com inscrições abertas até o dia 29 de maio. A premiação identifica, certifica e divulga tecnologias sociais já implementadas em todo o país. Podem concorrer ao prêmio projetos de tecnologia social nas áreas de água, alimentação, educação, energia, habitação, meio ambiente, renda e saúde. Serão distribuídos oito prêmios de 50 mil reais cada, em um total de R$ 400 mil. A tecnologia social consiste em produtos, técnicas ou metodologias replicáveis, desenvolvidos na interação com a comunidade e que representam efetivas soluções de transformação social. Os projetos selecionados também serão incluídos no Banco de Dados de Tecnologia Social, que reúne experiências no setor. São cinco categorias: gestão de recursos hídricos, direitos da criança e do adolescente e protagonismo juvenil e participação das mulheres na gestão de tecnologias sociais. As inscrições podem ser feitas pelos sites www.fundacaobancodobrasil.org.br e http://www.tecnologiasocial.org.br/.

Para Inscriação

Inserção no mercado deve focar em ensino médio

As ações de investidores sociais privados com foco na inserção dos jovens no mercado de trabalho devem ter como meta a formação no ensino médio. A opinião de especialistas ouvidos pelo redeGIFE segue uma lógica simples: independentemente de cursos de capacitação, não formá-los na escola significa, na prática, minar sua futura colocação profissional.

Se de um lado o mercado exige cada vez mais qualificação, a juventude parece seguir um caminho contrário. Embora seja corrente que quanto maior a escolaridade, maior a remuneração, existe um grosso de jovens que enfrenta um teto de vidro em sua formação.

“Ou você tem 11 anos de estudo ou não entra no mercado de trabalho”, acredita a superintendente do Instituto Unibanco, Wanda Engel. Ela cita, por exemplo, o caso da Índia e sua discrepância com Brasil: o estágio de desenvolvimento do país e o percentual da População Economicamente Ativa (PEA) com escolaridade média no Brasil é de 16,4%; na Índia, em que o índice de analfabetismo é de 40%, esse percentual vai a 28,2.

Dados

Segundo o Censo Escolar de 2006, do Ministério da Educação (MEC), do total da população entre 15 e 17 anos (cerca de 10 milhões), 3,6 milhões matricularam-se no ensino médio – 1 milhão sequer havia concluído do ensino fundamental. Com a evasão, apenas 1,8 milhão se formou. Quando analisado o comportamento dos jovens de 18 a 24 anos, os dados são ainda mais desastrosos: 68% não freqüentam a escola. Destes, 34% sequer trabalham.

Outro dado, este do Instituto e Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mostra que a chance de ser pobre para esse 1,8 milhão de graduandos é de 9%, Enquanto isso, para seus colegas que ficaram para trás, o percentual cresce a 40%. Com ensino superior completo, essas chances caem para 1%.

Para o secretário-geral do GIFE, Fernando Rossetti, a questão-chave para o sucesso de um programa social voltado à juventude e seu futuro profissional está mesmo no acompanhamento escolar. “O desafio é claro. É preciso com que esse jovem se forme no ensino médio, caso contrário ele estará fadado a subemprego e sub-renda”, afirma.

Um termômetro sobre o que as empresas esperam da faixa-etária vem do portal Busca Jovem. Criado no ano passado por um grupo de associados do GIFE (veja matéria), ele apoia a colocação de jovens no mercado, aproximando empregadores e organizações formadoras que trabalham com esse público, em busca do melhor aproveitamento das oportunidades de inserção.

“De setembro a dezembro de 2008, o Portal publicou cerca de 1600 vagas de emprego. A informação mais relevante é que 99% das vagas postadas por empresas e consultorias de Recursos Humanos são voltadas para jovens com Ensino Médio completo e 18 de anos ou mais”, escrevem seus responsáveis, em artigo especial para o redeGIFE (leia texto).

Investimento social

O assunto é importante para investidores sociais, pois os institutos, fundações e empresas de origem privada não apenas priorizam a juventude em suas ações, como o foco de atuação é a inserção do segmento no mercado de trabalho. As conclusões são Censo GIFE 2007-2008, produto da parceira com o IBOPE Inteligência/ Instituto Paulo Montenegro e do Instituto ibi, que mapeia o trabalho de seus associados do Grupo.

O levantamento mostra que 77% da Rede atuam em programas para jovens (em pelo menos uma das três faixas etárias – de 15 a 17 anos, de 18 a 24 anos e de 25 a 29 anos). Destes, cerca de 80% trabalham com temas relativos à educação e formação para o trabalho.

Caso seja considerada a faixa mais ampla que tem sido definida como juventude (de 15 a 29 anos), 81% dos associados a têm como público-alvo.”O tema juventude entrou na agenda política brasileira na última década, com ações de movimentos sociais e do governo. O setor privado acompanhou essa tendência, que na verdade é mundial”, afirma Helena Abramo, lembrando que o ano 1985 já havia sido instituído como o Ano Internacional da Juventude, pela Organizações das Nações Unidas (ONU).

No total, são quase 600 projetos ou programas voltados especificamente para jovens, somando aqueles executados diretamente pelos associados – ou aqueles executados por terceiros e financiados por eles. O número total de jovens envolvidos nas iniciativas passa de 9 milhões (9.111.731).

Para saber, o setor privado brasileiro investe cerca de R$ 5.3 bilhões por ano no campo social, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O GIFE representa 20% desse montante, com R$1,15 bilhão (base 2007), enquanto o resto do investimento está diluído em mais de 500 mil empresas.

Evasão

No final do ano passado, o instituto Unibanco realizou o seminário “Crise de Audiência no Ensino Médio”, com a participação de 42 especialistas e 356 participantes, na qual ficou explícito que a crise de audiência é apenas a ponta do iceberg ou mesmo uma forma ampla de denominar uma série de problemas envolvidos nessa etapa escolar.

Muitos palestrantes, como o economista Cláudio Moura Castro e o pesquisador Simon Schwartzman, reforçaram que o ensino médio acaba sendo o elo mais fraco do sistema educacional. Disseram tratar-se de uma crise de oportunidades, de resultados educacionais positivos, de qualidade e promoção da aprendizagem, de interesse dos alunos pelo ensino médio, de acesso e de recursos.

No final do evento, foi proposto a formação de um Grupo de Trabalho de Gestão de Conhecimento, formado pelos especialistas, pesquisadores e profissionais envolvidos com as mesmas questões que o Instituto Unibanco. “Seremos fomentadores dessa iniciativa que foi abertamente aceita pelos participantes. Este foi o pontapé inicial de um esforço maior que apenas começou”, afirma Wanda Engel (Veja apresentações)

Publicado em www.gife.org.br

Site aponta tendências do mercado de trabalho para jovens

As dificuldades enfrentadas pelos jovens para conquistar o primeiro emprego são um desafio para os programas de formação e inserção profissional. As complexidades envolvidas parecem estar sempre um passo adiante da solução.

Nesse contexto, o Portal Busca Jovem, iniciativa do Grupo de Afinidade em Juventude do GIFE, foi criado para apoiar a colocação de jovens no mercado, aproximando empregadores e organizações formadoras que trabalham com esse público, em busca do melhor aproveitamento das oportunidades de inserção.

Além da inserção, os resultados dessa aproximação produziram um conjunto de dados objetivos, com indicações sobre o perfil de vagas atualmente oferecidas aos jovens e os requisitos necessários para ocupá-las, entre outros aspectos.

Leitura do mercado

De setembro a dezembro de 2008, o Portal publicou cerca de 1600 vagas de emprego. A informação mais relevante é que 99% das vagas postadas por empresas e consultorias de Recursos Humanos são voltadas para jovens com Ensino Médio completo e 18 de anos ou mais. As contratações abaixo desta idade relacionavam-se quase que exclusivamente ao cumprimento da cota de aprendizes.

Cerca de 98% das vagas anunciadas estão concentradas nas áreas de serviços, telemarketing e atendimento comercial. Muitas oportunidades são sazonais, explicando assim a oferta de vagas temporárias, que representam também a primeira porta de entrada para muitos jovens no mundo do trabalho.

A leitura do comportamento e expectativas do mercado, especialmente das áreas com maior potencial de emprego, podem oferecer elementos importantes à formulação de currículos e ao direcionamento de recursos para a formação de jovens. Um dos aspectos que merecem ser destacados desse conjunto de dados é que ter completado o Ensino Médio e atingido a maioridade já não são mais diferenciais do jovem trabalhador, mas ponto de partida para a procura de um posto de trabalho.

Os investidores sociais privados e organizações sociais podem se valer dessas pistas para novas estratégias de inserção, que levem em conta recortes dentro das faixas etárias de 15 a 18 anos, 18 a 24 anos e 24 a 29 anos, ou ainda, modalidades de formação na condição de aprendizes, em alinhamento com políticas públicas. Tal focalização pode ser usada como vantagem em tempos de maior escassez de recursos privados.

Prêmio da educação

Alguns estudos recentes vêm confirmar que a educação básica deve ser valorizada como a principal garantia de entrada em uma trajetória profissional qualificada.

A pesquisa “Você no Mercado de Trabalho”, lançada em 2008 pela Fundação Getúlio Vargas, com apoio do Instituto Votorantim, mostra que cada ano de estudo que o brasileiro acumula em seu currículo gera um salto médio em seu salário de 15,07%. Movimento semelhante é observado nas chances de ocupação que, seguindo a mesma lógica, aumentam em média 3,38%. O prêmio salarial por anos de estudo (valor em reais acrescido ao salário em decorrência do nível de escolaridade) é sempre crescente e praticamente dobra a cada conclusão de nível educacional.

A pesquisa mostra que, de 1992 a 2006, houve uma diminuição da atividade no mercado de trabalho do grupo de 15 a 21 anos e um aumento no grupo de 22 a 29 anos. Para o professor Marcelo Neri, coordenador da pesquisa, essas mudanças podem ser consideradas avanços: “O lugar do jovem de 15 a 21 anos é a escola”, afirma ele. Os dados apontam também que, quanto mais precoce for a inserção do jovem, maior é o risco do sub-emprego, o que dificultará depois a sua ascensão profissional.

A pesquisa “Jovens e Trabalho no Brasil”, lançada em 2008 e desenvolvida em parceria pela Ação Educativa e o Instituto ibi com apoio técnico do Dieese, afirma que “a população mais nova, com idade entre 14 e 17 anos, é a que se mostra mais sujeita às situações precárias de trabalho, visto que é nesta faixa etária que se verifica a maior incidência daqueles que se declaram como trabalhadores (empregados ou trabalhadores domésticos) sem carteira assinada e trabalhadores no autoconsumo ou autoconstrução e não-remunerados.”

Outro aspecto importante é que as trajetórias educacionais interrompidas comprometem a empregabilidade dos jovens. Segundo dados da PNAD 2007, pessoas com 9 ou 10 anos de estudo (Ensino Médio incompleto) ganham menos e têm menos chance de ocupação que aquelas com 8 anos de estudo (Ensino Fundamental completo). Por outro lado, as chances de um jovem que concluiu um curso de pós-graduação estar empregado são 2 vezes maiores que as de um jovem que tenha terminado a universidade, 4 vezes frente aos que concluíram o Ensino Médio e 6 vezes frente aos que concluíram o Ensino Fundamental.

De acordo com o professor Marcelo Neri, esses dados mostram que, principalmente os jovens, devem investir em educação contínua: “para alcançar um trecho de altos prêmios de educação, elas precisam percorrer toda a trajetória”. Para ele, a Educação Básica promove acumulação de capital humano geral que só se deprecia quando o indivíduo morre. Já a experiência profissional e educacional em segmentos específicos é perdida em parte quando o indivíduo muda de posto de trabalho ou carreira profissional.

Escutando os empregadores

Cristina Simões, diretora de Desenvolvimento e Qualidade da Id Consulting, consultoria que anuncia uma grande quantidade de vagas no Busca Jovem, afirma que o mercado entende que quem ainda está cursando o Ensino Médio pode não estar pronto para assumir uma posição profissional. “Esse tempo de estudos, com a dedicação necessária, é importante, pois o mercado exige certas habilidades que requerem uma base para serem desenvolvidas, sem a qual o jovem não vai adquirir outras competências. Para ingressar num mercado de trabalho competitivo, que exige resultados, ele precisa desse amadurecimento, que vai lhe proporcionar mais chances de crescimento e de se sustentar dentro das estruturas empresariais”, destaca.

Em entrevista para o Portal, o presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), Ralph Arcanjo Chelotti, afirmou que as empresas vivem em um mundo cada vez mais competitivo, no qual a pressão por resultados é sempre crescente e dramática. “Por essa razão”, diz ele, “muitas esperam que até mesmo os mais jovens apresentem qualificações mínimas. Mas a verdade é que a maioria não tem possibilidade de pagar cursos e dependem de programas públicos de inclusão. Sabemos de todas essas dificuldades, mas se pudesse dar um conselho ao jovem que busca emprego é que ele se prepare ao máximo, buscando oportunidades de formação em centros comunitários, programas de governo, enfim, onde for possível obter alguma preparação. Para os jovens que estão no Ensino Médio, meu conselho é o mesmo que eles ouvem de seus professores: aprendam, melhorem os padrões de leitura, escrita e informação, pois isso vai ser decisivo para ter um emprego no futuro.”

“O jovem brasileiro sofre com o círculo vicioso que o condena a uma situação de baixa escolaridade e, portanto, baixa empregabilidade”, prossegue o presidente da ABRH. “Romper esse ciclo depende, muito também do próprio jovem, que precisa investir tempo em sua qualificação. Uma porta de entrada que pode ser interessante é a capacitação de voluntariado, ou seja, ao atuar como voluntário o jovem vai adquirindo a capacitação que o qualificará para um emprego satisfatório.”

Embora a capacitação técnica faça diferença, as empresas que postam vagas no Portal Busca Jovem têm exigido dos jovens habilidades básicas com as quais possam se sair bem no processo de seleção e no ambiente de trabalho: domínio da língua escrita e falada, raciocínio lógico, pensamento crítico, postura adequada, disponibilidade para trabalho em equipe etc. Para reforçar o desenvolvimento desse perfil, o Projeto Conexão, parceiro do Busca Jovem, oferece gratuitamente aos jovens encaminhados pelas Ongs formadoras a aplicação de provas de conhecimento, testes de habilidades pessoais e palestras de curta duração, trabalhando no aprimoramento de suas competências.

Sobre o projeto

O Portal Busca Jovem foi lançado em agosto de 2008. É o resultado de uma construção conjunta de uma rede de patrocinadores integrantes do GAJ – Grupo de Afinidade em Juventude do GIFE, com expertises diversas e uma forte capacidade de articulação: Fundação Avina, Basf, Fundação Bunge, Citi, Instituto Hedging-Griffo, Instituto ibi, Fundação Iochpe, Instituto Social Maria Telles – ISMART, Fundação Itaú Social, Instituto Unibanco e Instituto Votorantim. O Portal conta também com apoio das organizações Atletas pela Cidadania e Projeto Conexão.

A receptividade do projeto tem sido positiva entre os parceiros formadores, que demandam visibilidade, e parceiros empregadores, que encontravam dificuldade para preencher vagas voltadas para esse público. Atualmente, o Portal conta com 46 organizações cadastradas, indicadas pelos patrocinadores e apoiadores do projeto.

O Portal é também um local de referência sobre trabalho e juventude, com matérias exclusivas sobre tendências dos diversos setores que oferecem oportunidades profissionais para os jovens, além de uma biblioteca virtual com dados sobre a Lei do Aprendiz, nova Lei do Estágio, pesquisas e documentos de referência. ´

Publicado no site www.gife.org.br